Domingo, 14 de agosto de 2022

Colégio de Cascavel desenvolve projeto para incentivar a leitura

03/06/2019
A iniciativa já é desenvolvida em escolas do Brasil e também do Exterior e incentiva o hábito da leitura de uma forma divertida.

Uma ideia simples, mas com múltiplos resultados, está transformando a relação dos alunos do Colégio Estadual do Campo Octávio Tozo, em Cascavel, com a leitura. Há um mês, os professores das disciplinas de Língua Portuguesa e Inglesa começaram a desenvolver atividades de leitura com um protótipo feito com canos de PVC que permite que os alunos ouçam a própria voz enquanto leem – o sussurrofone.

A iniciativa já é desenvolvida em escolas do Brasil e também do Exterior e incentiva o hábito da leitura de uma forma divertida. De acordo com a pedagoga Tânia Marisa Mantovani, com uso do sussurrofone os estudantes passam a fazer parte de um ambiente de letramento, imersão e diálogo criativo com a cultura e a escrita, gerando melhoras na fala, ritmo, fluência e entonação. “Eles estão mais interessados pela leitura, mais concentrados durantes as aulas, e querem ler bem e mais”, disse Tânia.

 

LER E OUVIR

 

Um dos principais benefícios da atividade é proporcionar aos estudantes a oportunidade de ouvir a própria voz, controlar a entonação e corrigir possíveis erros de leitura. “Quando estamos lendo, conseguimos ouvir e perceber o que estamos errando e corrigir”, disse o aluno Sergio Antônio Thuscher, 12 anos, do 8° ano do Ensino Fundamental.

Seu colega de classe, Cristhian Iurczak Braga, 12 anos, lembrou que a atividade também permite melhorar a escrita. “Ouvindo o que estamos lendo conseguimos perceber detalhes que somente lendo em silêncio não conseguiríamos perceber”, contou Cristian.

 

SUSSURROFONE

 

A diretora Loreci Pedrozo Rizatti contou que o objetivo de levar a atividade para a escola foi ajudar os professores a motivar os alunos a ler mais. “Mostrei às professoras de Língua Portuguesa, que toparam na hora. Está sendo um sucesso, pois ao usar esse instrumento percebemos que alunos com dificuldade na fala e ou escrita tiveram melhora”, disse Loreci.

 

Medindo aproximadamente 10 centímetros, o equipamento tem semelhanças com um telefone convencional, porém, em vez de ouvir alguém do outro lado da linha, o aluno ouve a própria voz.

O projeto é desenvolvido durante as aulas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Uma vez por semana, após as aulas de produção de texto ou de leitura indicada pelo professor, os alunos dividem os 33 “telefones” e praticam a leitura por 20 ou 30 minutos. Durante esse tempo, com a ajuda dos professores, eles percebem as trocas e omissões fonéticas na fala, melhoram o ritmo da voz, a fluência e a entonação na leitura.

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